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GIRO PELO MUNDO

03/07/2015 05h00 - Atualizado em 03/07/2015 05h00

Bandeira do Brasil é hasteada em área rebelde no leste da Ucrânia

Brasileiro que luta com separatistas diz que a hasteou com 2 companheiros.
Rafael Lusvarghi conta que ganhou bandeira de black bloc no ano passado.

Marina FrancoDo G1, 
Vídeo mostra bandeira brasileira hasteada em prédio parcialmente destruído em área rebelde no leste da Ucrânia (Foto: Reprodução/Youtube/Ukraine War)Vídeo mostra bandeira brasileira hasteada em prédio parcialmente destruído em área rebelde no leste da Ucrânia (Foto: Reprodução/Youtube/Ukraine War)
Uma bandeira do Brasil foi hasteada em um prédio parcialmente destruído no leste da Ucrânia, região sob conflito entre o governo e rebeldes que querem a independência da região. Um vídeo da bandeira hasteada no edifício foi compartilhado nesta semana pelo brasileiro Rafael Marques Lusvarghi em seu perfil no Facebook. Rafael, que desde setembro do ano passado luta na guerra da Ucrânia, diz ter erguido a bandeira no local.Assista ao vídeo.
Rafael combate ao lado de outros estrangeiros, inclusive mais brasileiros, junto ao exército dos rebeldes. Eles ficam alojados em um quartel de Slaviansk, cidade a 100km de Donetsk, uma das cidades reduto dos separatistas e palco de combates com o exército ucraniano.
“Um francês, um russo e eu hasteamos a bandeira brasileira. Fomos até o prédio dos bombeiros (as ruínas dele), a 600 metros das posições ucranianas, do outro lado da pista. Subi e, enquanto a posicionava, eles me deram cobertura”, relatou ao G1 pela rede social.
Rafael Marques Lusvarghi, detido no protesto no dia 12 de junho e nesta segunda (23) na Avenida Paulista (Foto: Estadão Conteúdo)Rafael Marques Lusvarghi foi detido em duas ocasiões durante manifestações em São Paulo (Foto: Estadão Conteúdo)
A bandeira havia sido presente de um black bloc, durante as manifestações contra a Copa do Mundo em São Paulo. “Recebi [a bandeira] de presente de um black bloc, no segundo dia de protestos contra a Copa, por ter confrontado a PM no dia 12 [de junho] - foi o protesto em que depredaram os bancos e uma loja de carro em São Paulo, um dia antes da minha detenção. Essa bandeira ele tinha arrancado de um banco e iria queimar, imagino, mas ao me ver e reconhecer, me ofereceu de presente. Ele sendo black bloc, claro, não sei quem é, mas sou grato”, diz.
Rafael, que é ex-policial militar, ficou 45 dias preso em São Paulo, acusado de atos violentos durante a Copa do Mundo. A Justiça de São Paulo o absolveu na semana passada das acusações de incitação ao crime, associação criminosa, resistência, desobediência e porte de material explosivo. A decisão cabe recurso.

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